Monumento à Independência e Cripta Imperial serão restaurados para o Bicentenário

Já na reta final das obras de restauro, ampliação e modernização do Museu do Ipiranga, surge a notícia de que o Monumento à Independência e a Cripta Imperial também serão restaurados a tempo das celebrações do Bicentenário da Independência do Brasil, a ser completado em 7 de setembro de 2022.

A informação saiu no Diário Oficial de São Paulo no dia 8 de dezembro de 2021*, quando a Comissão de Gestão de Obras e Monumentos Artísticos em Espaços Públicos se reuniu com a equipe envolvida no projeto destinado à área do Parque da Independência, que será ampliado (relembre a matéria aqui).

Foi anunciado o vencedor dos processos de licitação para a contratação de projeto básico e executivo para reparos e melhoramento da obra às margens do Riacho Ipiranga, erguida em 1922 como parte das comemorações do centenário da emancipação política brasileira.

O Monumento à Independência do Brasil é considerado um dos maiores grupos escultóricos em bronze da América Latina.

Imagem de 2016, quando o painel frontal foi restaurado – Foto: Heloísa Ballarini/SECOM

O escritório de arquitetura Paulo Bruna Arquitetos Associados foi contratado por seis meses, recebendo o valor de R$ 284.346,00 para execução do trabalho. A mesma empresa havia participado do concurso que elegeu a proposta de restauro do Museu do Ipiranga, com ideia semelhante ao o que está em processo nos dias atuais.

O último restauro do monumento aconteceu em 2016, quando o restaurador francês Antoine François Amarger veio ao Brasil para recuperar as características originais do painel frontal, que custou R$ 1,1 milhão aos cofres públicos.

Hoje, o monumento se encontra com esculturas esverdeadas, fruto de deterioração do tempo, em especial por estarem ao ar livre. O piso ao redor tem rachaduras e o local histórico é alvo constante da falta de cidadania dos visitantes, que se penduram nas obras e deixam lixo nas escadarias.

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Foto: Governo do Estado de São Paulo

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O imponente conjunto de esculturas em bronze foi erguida acima de um granito cinza de Carrara. O projeto do artista italiano Ettore Ximenes é uma alegoria às 20 personalidades, 78 figuras e episódios vinculados ao processo da independência, tais como: a Inconfidência Mineira (1789), a Revolução Pernambucana (1817), e as figuras de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763 – 1838), Hipólito da Costa, Diogo Antonio Feijó e Joaquim Gonçalves Ledo, principais articuladores do movimento pró-República.

Já a Cripta Imperial, no subsolo do monumento, mantêm os restos mortais do Imperador Dom Pedro I, da sua primeira esposa, a Imperatriz Leopoldina e da segunda esposa, Dona Amélia de Leuchtenberg. Aberto à visitação, o equipamento público, administrado pela Universidade de São Paulo (USP), tal qual o Museu do Ipiranga, está fechado desde o início da pandemia de Covid-19.

Foto: USP

Em janeiro, o Museu do Ipiranga teve repasse de R$ 54 milhões do Governo Federal por meio da Lei Rouanet, após conflitos entre o Ministro da Cultura, Mário Frias, e o Governador de São Paulo, João Dória. A verba é destinada ao anexo do edifício.

Conheça detalhes do projeto arquitetônico em andamento na matéria abaixo:

Acompanhe o andamento das obras do Museu do Ipiranga

*consulta do Processo nº 6025.2022/0000523-7

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