Por que as árvores caem? Uma reflexão para a época das chuvas

No temporal do dia 2 de dezembro, São Paulo teve 64 quedas de árvore. No Ipiranga, o prejuízo foi grande, levando embora espécies antigas que eram admiradas pelos moradores e colocando em risco pessoas que estavam passando na hora em que despencaram abruptamente. Neste artigo, o coletivo Muda Ipiranga explica a pergunta que não quer calar: afinal, por que as árvores caem?

As chuvas, cada vez menos distribuídas nas estações, precipitam com força nos meses do verão. Chove forte, árvore no chão. Dito isso, pontuamos que são observados contextos semelhantes das árvores que caem:

– Possuem muretas e são cimentadas em sua base, comprometendo a entrada de água e oxigenação do solo. Como consequência, o apodrecimento das raízes mais superficiais de sustentação e, posteriormente, sua queda repentina.

– Excesso de podas inadequadas realizadas pela concessionária de energia, que para livrar a fiação, empregam as conhecidas podas em “V”, ou, simplesmente anulando metade da árvore. Isso compromete profundamente a estabilidade e saúde do exemplar, criando condições favoráveis ao fácil acesso de doenças.*

A junção da árvore instável, comprometida por alguma doença, aliada à maior peso com encharcamento das águas, força dos ventos e canteiro limitado, tem como a consequência inevitável sua queda. É preciso pensar estrategicamente, colocando a árvore certa, no lugar certo. Isso quer dizer: a espécie adequada àquele calçamento e características locais.

Outros pontos a serem observados e levados em consideração na hora de planejar o plantio: observar o recuo do imóvel, largura da calçada, saída de água, fiações, dinâmica de trânsito.

Levando estes em consideração, obstáculos serão eliminados e, a chance de longevidade do exemplar é aumentado. Assim, o esperado é que as árvores apenas cheguem a senescência e sejam removidas, e não que minimizem sua vida por práticas inadequadas da interferência humana.

Em paralelo, a cobrança sistêmica junto a concessionária de energia e pressão junto aos vereadores do município para execução de políticas públicas eficientes sobre o aterramento da fiação ou troca de tecnologia.

É importante ressaltar que árvores de maior porte carregam grandiosos benefícios ambientais, como transpiração e umidade no ar, retenção de poeira e poluentes, diminuição de ruídos e ventos, etc.

Foto enviada por um colaborador do IpirangaFeelings

Você precisa saber

O decreto nº 47.817, de 26 de Outubro de 2006, regulamenta a Lei nº 14.023, de 8 de julho de 2005, dispõe sobre a obrigatoriedade de tornar subterrâneo todo o cabeamento instalado no Município de São Paulo, tendo como meta 250km/ano. Essa lei não é cumprida! Caso fosse, a cidade ganharia muito, com árvores saudáveis, copas generosas e muito menos riscos de quedas.

Oriente amigos, vizinhos e desconhecidos sobre essas informações, a fim de melhorarmos gradativamente nossa cidade e diminuirmos as chances de queda de nossas árvores. É necessário a retirada dessas muretas e concretos que sufocam o tronco das árvores COM URGÊNCIA! Essa é a atitude mais fácil que está ao alcance de todos para melhorarmos esse quadro triste.

Ajude-nos a cobrar a ENEL no número 0800-7273-110 para que eles entendam o recado e repensem suas ações desrespeitosas com a cidade de São Paulo. Na ligação questione sobre a troca da fiação pela tecnologia compacta ou sobre o aterramento. Todos nós podemos ser agentes ambientais no nosso papel cidadão.


QUE NOSSAS AMADAS ÁRVORES POSSAM CUMPRIR SUA MISSÃO DE PÉ!

Foto enviada por Natália Matsuda

Este artigo é uma colaboração do projeto:

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